sábado, 25 de dezembro de 2010

Saudade quase mata a gente...


A saudade de você dói tanto...
Dói o corpo todo até o fundo da alma,
até o fio do cabelo, até não querer mais.
A saudade de você é  como brasa acesa,
me queimando por dentro, atiçando culpas,
trazendo lembranças de séculos e séculos atrás.
Resgantando baús ancestrais e cartas envelhecidas,
e lembranças de frases que foram mal  ditas ou engolidas,
e relances de sorrisos, de choros contidos, de soluços
gemidos no meio da madrugada, se misturando aos sonhos.
É uma saudade, uma gastura... Uma vontade de voltar no tempo.
E dizer as coisas que ficaram no ar daquela sala, daquele canto,
daquela vida pacata, naquela longa, longa tarde, triste e enfadonha.
Nós duas ali, sentadas, tecendo as linhas de um tempo, temporal...
Conversando nossos monólogos silenciosos e cheios de segredos.
Nos entreolhando de vez em quando, como se buscássemos cumplicidade.
Uma na outra! Como se quiséssemos lá no fundo ser amigas para sempre.
Mas nunca  tivemos  coragem de demonstrar afeto, ou nos beijar na face.
Quando percebemos, a vida pacata tinha ficado lá.  Fechada naquela sala!
E hoje essa saudade que me dói a alma, eu nem sei mais se ela é minha ou se ela  é sua...

Um comentário:

  1. "Ai, ai, saudade, saudade dela, ela se foi saudade... fiquei sem ela"

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