sábado, 24 de agosto de 2013

Tão comum...

Ela pinta a vida da cor que deseja,
pragueja com voz de veludo...
Tem medo do tempo, do vento,
tem medo do medo, medo de tudo!
Mas navega tempestades em copo d'água,
singrando a madrugada escura e fria,
cortando dezessete vezes sete ondas,
ela dorme e morre e ressuscita todo dia!
Acorda, acode, limpa, lava, tem ódio...
Depois perdoa setenta vezes sete vezes!
Costura, cozinha, faz bolo, ioga e poesia.
Recita versos desconexos, faz sexo!
Murmurando palavras ininteligíveis...
Chora, ora, sorri. Acredita na própria sina!
Carrega nos ombros uma vã culpa cristã,
e os pecados à  espreita em cada esquina
Ela pinta a vida de chuva, de sol, de cinza!

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